Um grito solto da garganta de nossos Jovens

         Um dia após o massacre na cidade de Suzano, envolvendo dez mortos, o nosso questionamento hoje é: Como está a saúde mental dos nossos jovens?

 

            Hoje, no CAMP Guarujá, antes de iniciarmos nossas atividades, a nossa gerente de Projetos Psicossociais e Psicóloga Rosangela Maria Martins conversou com os nossos jovens convidando-os a refletir sobre o assunto.

Após o pronunciamento do nosso Exmo. Vice-Presidente Hamilton Mourão, na noite de ontem, nos perguntamos: Será que a culpa é somente dos jogos violentos disponíveis no mercado? (E porque estão disponíveis?)

 

            Como está a saúde mental dos jovens? Na região, onde moramos o serviço supre essa necessidade? Nas escolas existem redes de apoio? E as famílias? Estão instruídas e sabem como agir?

 

            Admitindo ter um grito na garganta, nossos jovens o liberaram, mas ninguém ganha nada no grito, então hoje eles se dedicaram a redigir uma carta direcionada ao nosso vice-presidente.

 

           Ensinamos e treinamos Protagonismo Juvenil, entendemos que a responsabilidade é de todos e assim todos devem ter voz. Não de ataque, esse não é o nosso objetivo. Pretendemos levar até o governo uma resposta – Nós refletimos sobre o motivo desses fatos estarem se repetindo cada vez mais no nosso país e sobre o que leva o jovem ao adoecimento.

 

           Estamos numa comunidade de baixa renda, com inúmeras vulnerabilidades, mas também com muitos sonhos e o pensamento desses jovens, a voz de cada um deles carrega a reflexão de como podemos mudar essa realidade.

 

            Não podemos ignorar o ocorrido, precisamos trabalhar com prevenção. Assim, não acontecerão outros massacres, pois quando todos tenham esquecido um episódio, um novo nos surpreende e nos perguntaremos novamente: “Por que isso aconteceu?”

 

             Vamos mudar a pergunta: -“O que podemos fazer? Vamos olhar para nossas feridas!”

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Março/ 2019